Publicado por: Diéfersom | 04/04/2016

Demolidor – Segunda Temporada

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Impressionante. Se a primeira temporada de Demolidor já nos apresentou uma Hell’s Kitchen viva, crível e crua, a segunda temporada vem com tudo, sem medo de elevar o nível de tudo.

Desta vez temos pelo menos três arcos.

O primeiro é sobre a chegada do Justiceiro. Compreende os primeiros quatro episódios, e apesar de curta, é épica. A violência é mostrada de forma direta, porém, sem ser apelativa, indecente ou exagerada. O destaque não poderia ser outro se não o Justiceiro. O grande medo de qualquer filme ou aparição deste personagem é de que a violência sofra com o exagero, ou a falta do mesmo. O Justiceiro apresentado é violento, e como tal suas ações nos deixam boquiabertos. O embate filosófico entre Matt e Frank é o ponto alto. Jon Bernthal encarna muito bem o personagem, nos fazendo torcer por ele ao mesmo tempo em que nos questionamos – a reação perfeita.

No segundo ato temos a divisão das atenções entre a misteriosa Elektra e o julgamento de Frank Castle. O destaque novamente vai para a parte do Justiceiro. Incomoda um pouco todo o desenvolvimento da trama em torno de Elektra, porém, quando temos o panorama completo percebemos que a construção foi proposital. Elektra consegue entrar novamente na vida de Matthew e afetá-lo de um modo diferente de qualquer outro personagem da série. Esta construção é sutil, mas se você não se deixar levar pela alteração do ritmo da série se comparada ao primeiro arco, vai gostar da condução deste arco.

Junto com o julgamento de Castle, temos o crescimento de todos os personagens. Foggy tem que assumir muitas responsabilidades antes delegadas à Murdock. Ou seja, ele precisa crescer à medida que vai percebendo que não é completamente dependente de seu sócio. Karen, mesmo após o julgamento, não consegue se livrar de seu instinto dizendo que Frank não é o mostro que todos fazem questão de pintar. Nisso ela deixa de ser uma coadjuvante feminina comum para ser uma das personagens que auxilia na movimentação da história. De auxiliar de um escritório jurídico ela passa a ser jornalista. E suas inquietações encaixam muito bem nesta nova tarefa.

Já Matt neste arco tem que decidir se vai dar prioridade à sua vida como advogado à frente da Nelson & Murdock, ou se vai cair de cabeça na vida de Demolidor. Esta decisão leva à perdas em ambos os lados. Ou deixa seus amigos mais próximos na mão, podendo prejudicar o julgamento de Castle ou deixará o Tentáculo (A Mão no original) continuar com seus planos sem nenhum obstáculo.

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Ninguém sai ileso.

E, no arco final temos uma conclusão ao arco do Justiceiro, com a revelação de quem é o tal Blacksmith que vem afetando a trama desde os primeiros episódios de forma indireta. Porém, o ápice é com a guerra contra o Tentáculo e a disputa pelo Céu Negro. Neste ponto as opiniões podem divergir. Mas o que percebi é que a influência quadrinesca foi muito mais forte nesta etapa. Os dramas internos dos personagens já demonstra o quão “sem filtro” esta temporada quis ser, mas quando você vê dezenas de ninjas pulando e subindo prédios por cordas do lado de fora dos mesmos, você tende a lembrar que aquele universo está pisando bases de HQ. E, isso é ótimo. Claro, perdemos um pouco daquela sensação de realidade a medida que a série vai avançando. Mas quando nosso personagem principal é um homem cego que consegue “ver” mais do que qualquer pessoa que possua os dois olhos funcionais, aí lembramos que a nossa suspensão de descrença ainda tem muita lenha para queimar.

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Publicado por: Diéfersom | 18/06/2015

Sobre os “Fillers”

Para começar irei utilizar o termo ‘filler’ me referindo à qualquer cena, episódio ou saga que não esteja presente na obra em que o anime/Ova foi baseado. Sei que o termo original refere-se apenas à episódios inteiros que não tenham precedente na obra original, mas utilizarei do modo mais ‘popular’ mesmo.

Seriam os fillers completamente ruins e inúteis? Uma blasfêmia contra a séria na qual se baseia? Existem bons fillers ou por si só já é algo ruim?

Sou da opinião que filler em anime é algo necessário. Depois de assistir Saint Seiya, Hades a saga do Santuário, a minha opinião sobre os fillers mudou muito. Mesmo com todos os erros é impossível não se emocionar com a luta do Radamanthys contra os três dourados. Ou ver o Seiya arranhando a Sapuris do Juíz de Wyvern.

Como ficaria Dragon Ball Z sem fillers? Lutas de 5 segundos? Tudo bem que algumas lutas ficaram muito longas, mas para quem leu o mangá sabe que as lutas são extremamente curtas. Gostou de Goku SSJ2 brincando com Kid Boo? Vegetto humilhando Super Boo sem precisar de transformações? Goku contra Vegeta SSJ2? Tudo filler. Com as devidas ressalvas, ótimos.

Algumas das cenas que mais gostamos são invenções dos estúdios.

Não vou cair no extremo de não lembrar do Goku e do terrível caminho da serpente. Dos 355 episódios de luta entre Goku e Freeza. Do próprio Dragon Ball GT. E os 550 episódios filler de Naruto que não acrescentam nada à série?

Eu ainda lembro como a ignorância em relação à alguns assuntos era uma bênção. Quem não ficou super empolgado em saber que teriam filmes de Cavaleiros do Zodíaco? Quem não deu pulos de alegria quando iria estrear uma nova saga?

Tudo bem, não tínhamos acesso à muitas coisas. Porém hoje que temos, e podemos escolher assistir determinado anime ou ler sua versão em mangá reclamamos mais do que é necessário. Hoje acho interessante que as versões animes de shounens com 5000 episódios tenham filmes e sagas filler. Algumas são ruins? É difícil achar alguém que defenda a saga dos Bounts em Bleach? Claro que é. Mas os fillers nos permitem ver algumas coisas que dificilmente veríamos uma segunda vez na série original. Quem não gostou do Gogeta no filme de Dragon Ball Z? Tá mas o Vegeta que conhecemos nunca faria a dança! Exatamente por isso que é legal. Seria incoerente colocar isso na série, então porquê não fazer um filme fora da cronologia com esse personagem?

Creio apenas que o pior pecado de um filler é tentar criar sagas depois da última presente em mangá. Quem leu e assistiu Samurai X sabe do que estou falando. Os fãs de Dragon Ball lembram de GT. Nesse sentido o filler deixa de ser um recurso interessante para tornar-se única e exclusivamente um meio de continuar ganhando dinheiro com a marca.

Publicado por: Diéfersom | 07/07/2014

Bons e velhos Shounens

Shounen, shounen… mesmo que hoje em dia seja quase impossível achar a linha que separa o shounen dos demais gêneros ainda conseguimos achar alguns animes que mantém, ao menos, uma boa parte do tradicional. Mas qual o valor do shounen hoje em dia? Qual o valor de um anime de porrada, de um protagonista que quer ser o mais forte, que quer se superar, e todas as outras coisas que hoje soam clichê?

Os Shounen mais tradicionais, sem romance funcionava bem pela praticidade, agilidade e facilidade de ‘digestão’ do produto. Porém hoje o Shounen agregou tantos elementos ‘externos’ que chega a ser idiotice desmerecer o ‘gênero’. Drama, romance, comédia, questões existenciais e qualquer outra ideia considerada cult.

Prá quem não olhava shounem por ser porrada pura e simples, hoje não tem mais desculpas. Na realidade me impressionei ao procurar um anime ‘novo’ para assistir, e dentre várias opções a que mais me agradou num espaço menor de tempo, adivinhem, foi um shounem. One, Basilisk, PopoloCrois, Kobato, Peace Maker Kurogane… qual foi a dupla que conseguiu chamar mais a atenção? Talvez a disputa tenha sido injusta, mas eu sou um fã declarado de drama, de animes mais tranquilos e familiares, e tudo mais. Mas mesmo assim o Shounen se destacou com Basilisk, que eu ‘devorei’, e Peace Maker Kurogane conseguiu um resultado muito bom com um episódio instigando muito mais que três episódios de Kobato, dois de One e vários de PopoloCrois. E olha que sou, também, fã declarado de CLAMP.

Será que não está aí a ‘resposta’ para o sucesso estrondoso e crescente dos shounens nos últimos anos?

Publicado por: Diéfersom | 07/07/2014

Hokuto no Ken ZERO – Kenshiro Den

Lançado em 2008 esse especial/movie apenas confirma que Hokuto no Ken e Kenshiro estão longe de serem passado, ou obra esgotada. A série ‘original’ possui 109 episódios que trazem a história do mangá com algumas adições. Em paralelo temos uma produção de filmes desde 1986 tratando com mais cuidado e demora momentos da série que não são contadas ou que ficaram obscuras por algum motivo.

Esse processo recontar e iluminar alguns momentos, mesmo com fillers, traz detalhes interessantes que mesmo não fazendo parte da obra original trazem um fôlego novo. A criatividade dos produtores e roteiristas permanece, porém, sob o que já está feito. Mesmo com esses acréscimos a série não perde a cara.

Neste filme em especial temos uma rememoração do Kenshiro contando para Yuria grávida e já doente seus ‘causos’ enquanto esteve sozinho. O filme trata os momentos posteriores à luta de Shin e Kenshiro e o rapto de Yuri.

Esta parte é suprimida no mangá e anime. Temos apenas a informação de um Kenshiro entristecido e andarilho. Em ZERO temos o momento de provação e aceitação de Kenshiro como Kyuuseishuu, o Salvador do Fim do Século.

Temos a aparição do mestre de Shin, bem como de um aluno da mesma escola: Jugai. Esse que no processo de treinamento teve sua família assassinada e assim perdeu as esperanças no mundo caótico tentando fazer justiça com as próprias mãos ao mesmo tempo em que abandona o processo de sucessão do Nanto Seiken. Mesmo assim Jugai é dito como tão poderoso quanto Shin.

A animação, como todos os ovas e filmes da série, é de encher os olhos. A trilha é normal com a exceção de ‘Ai wo Torimodose’ em um momento marcante e das músicas dos créditos finais do filme. Aliás depois dos créditos os fãs são presenteados com uma série de imagens coloridas do primeiro mangá, justamente aquele momento posterior ao filme em que Kenshiro conhece Bart e Lynn. Emocionante.

Hokuto no Ken mostra porque influenciou e influencia a maior parte dos animes de ação/artes marciais. Totalmente recomendado.

Publicado por: Diéfersom | 07/07/2014

O que deu errado em X-men Origens Wolverine?!

O filme é estranho sim. Mas nunca entendi o completo horror que o pessoal tem com ele. Nunca vi nenhuma crítica que realmente dissesse algo diferente de “é muito personagem”. Por isso tive a coragem de revê-lo.

E não é que me deparei com algo interessante?!

Qualquer pessoa que quisesse fazer o filme da origem do Wolverine teria que ser muito “macho”! Logan é um dos personagens mais interessantes, e ao mesmo tempo, mais confuso dos quadrinhos. Garras de ossos ou nunca teve garras? Implantes de memória? Conheceu o Capitão América ou apenas esteve na mesma guerra que ele?

Pasmem, a parte boa de Origens Wolverine é que o diretor, que não faço questão de lembrar o nome, resolveu fazer um misto entre “Origins” e “Arma X”, as duas HQ’s que tratam do início da carreira do carcaju.

Arma X fala dele sendo “capturado” e sofrendo as experiências, junto com uma “lavagem cerebral” a fim de se tornar uma máquina assassina. No segundo trata de sua infância, descoberta de seus poderes e idas e vindas de “andarilho” no século XIX.

O filme tenta começar com “Origins” para sua vida infantil e terminar com o tom do experimento de “Arma X”. Porém, é quando o filme sai disso que as coisas se perdem. Até o momento da experiência o filme até que se mantém. Logan sendo focado, manipulado e observado a fim de se tornar uma cobaia para o Projeto foi uma ideia interessante. Os implantes de memória já começam a surgir com a presença  manipuladora da Raposa Prateada.

Mas, quando Logan sofre o processo em que recebe o adamantium e apenas “foge” do laboratório é que as coisas se perdem. Se Wolvie fosse mantido no laboratório e “usado” por algum tempo, sofresse algum tipo de confusão das memórias ou lavagem cerebral, faria mais sentido. Ele conseguindo algum momento de sanidade e fugindo das instalações, se tornando um fugitivo/andarilho seria muito mais útil à franquia. Sem a necessidade de estragar outros mutantes, e sem a necessidade de cenas muito fortes que elevassem a idade mínima para ver o filme.

Complicaram o simples fazendo um plano mirabolante de invasão à ilha de Stryker. É aí que a questão da memória de Logan ferra! Pois eles tem que mantê-lo consciente até o final da ‘missão’ de resgate na ilha para apenas depois inventar uma solução para seus lapsos de memória. Um tiro? A tradicional lavagem cerebral/manipulação seria bem mais simples e eficiente…

Infelizmente as cenas de luta também não são bem coreografadas, exceto aquela cena da fuga em que Wolverine enfrente o helicóptero parrudo do Agente Zero. Os efeitos especiais devem muito e ficam inferiores inclusive se comparadas ao filme dos X-men 2 e X-men 3, por incrível que pareça. O momento em que Logan dá uma conferida nas suas garras no banheiro daquele vovô que o acolhe tem efeitos piores que os do Chaves.

Infelizmente um bom início foi estragado por uma tentativa de complicar as coisas. E quando se quer inventar moda sobre uma história que já é confusa, então esquece!

Publicado por: Diéfersom | 30/05/2014

Revendo ‘O Espetacular Homem-Aranha’!

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Dificilmente revejo filmes, a não ser que eu já tenha esqueci o básico da história. Mas devo admitir que rever alguns filmes faz com que tenhamos muitas novas impressões e que consigamos repensar algumas das velhas.

Depois de assistir o Espetacular Homem-Aranha 2 fiquei louco para rever o primeiro. E quando eu parei para pensar eu não lembrava de vários elementos. Revi!

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A construção do Peter Parker é bem interessante. Ao contrário do que li na crítica do Omelete, e que eles vem perpetuando, Garfield não é um escolhido. Ele é um cara normal. Um pouco deixado de lado, nada extremo. Nerd, mas um pouco cool para não ser a principal piada da escola. Mas, quando alguém menos afortunado do que ele sofre, ele te coragem para peitar o popular da escola. Apanha, claro. Não tem força, mas tem a moral. Depois, na Oscorp demonstra que não é um nerd atual, mas realmente um cara inteligente, acima da média de sua idade. Já demonstra gostar de fotos, o que faz um link mais legal com a sua futura profissão.

Gwen Stacy… um capítulo à parte. A garota vê o potencial do nerd “protetor”, elogia, valoriza, dá espaço. Da primeira vez não notei, mas nesta segunda digestão achei bem interessante esta construção. Claro, ela logo ter convidado o Pedrão para jantar na sua casa junto aos pais soou meio: “Mas já?!”. mas nada que afete o desenvolvimento.

A pressão em cima do Doutor Connors ficou bem parecida com aquela sofrida por Norman Osborn no filme de Sam Raimi. Prazos, abreviamento de testes e empregos em risco. Connors ainda luta para tentar manter o cronograma e a moral de não fazer mal à outros. Mas, quando a corda aperta ele cede. Ficou um pouco estranho ele manter parte da consciência durante a transformação, mas isso gerou uma boa trama de perigo para a cidade.

O heroísmo está no filme. Resgates e sopapos em bandidos sempre são pontos altos da construção do ser herói. E está ali.

Em algumas críticas vi que o pessoal elenca como ponto negativo a questão de Peter parar de perseguir o assassino com uma estrela no pulso esquerdo. Mas o fato dele manter o retrato falado do sujeito, e a “discussão” entre ele e o Capitão Stacy fazem com que esta mudança de objetivo soe mais como um amadurecimento/aprendizado do que um furo. Afinal, Stacy diz que a diferença entre o Aranha e a Polícia é que o primeiro provavelmente estava em uma cruzada em busca de vingança, ao invés de buscar a justiça. Então Peter cala. Revê. Muda. Salva por um objetivo maior.

Ele não me parece um escolhido simplesmente por seu gene ser compatível com o “soro da aranha”. Ele ganha seus poderes e passa a bater em valentões, e depois buscar vingança. E apenas depois entende a lição que seu pai e o tio Ben lhe dão, de que é moralmente certo ajudar quando você consegue o fazer.

Desta vez tudo me pareceu um filme fluido. É uma reconstrução que mexe com muita coisa que já tínhamos como elementos essenciais, ou já definitivos. Não vou defender as mudanças. Mas também não vou dizer que o filme é ruim, já que tem muitos pontos positivos! Eu ainda prefiria os filmes do Sam Raimi, mas este primeiro filme abriu bem a nova trilogia (?).

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Em tempo: Que bom que melhoraram o uniforme do Cabeça de Teia no segundo filme! neste primeiro está legal, mas combina mais com o Aranha algo menos ‘plástico’ e mais ‘tecido’. E o lançador de teia nunca fez falta… menos ainda quando Peter compra suas teias da Oscorp… Aliás, a ação deste filme é mais frenética, como o esperado de alguém com a agilidade do Aranha. Ele usa e abusa de suas teias durante os combates, show!

Publicado por: Diéfersom | 23/05/2014

O Espetacular Homem Aranha 2 – A Ameaça de Electro

Outro daqueles filmes ame ou odeie.

Tem gente dizendo que Andrew é melhor que Tobey. Que Emma é melhor que Kristen. Que a dose romântica atual está mais fluida. Que Webb se desprendeu do cânone tornando as coisas mais conexas.

Para mim deixar os laços com Tio Ben e Tia May para supervalorizar os pais foi uma aposta que descaracterizou o personagem. Deve ser saudosismo, mas o Homem-Aranha da série animada dos anos 90 e dos filmes dos anos 2000 me soam muito mais coeso. Peter sendo tão cool tira um pouco do peso de quando ele coloca a máscara e “se solta”. Ser piadista o tempo todo faz com que ele fazer piadas ao estar trajado não seja a mesma coisa.

O uniforme e a ação me parecem “espetaculares”! Finalmente a tecnologia foi utilizada de modo a te fazer babar com as piruetas. A questão com o Electro, apesar de não ter nada a ver com a bagagem das HQ’s, ficou interessante, mas se perdeu simplificando a parada ao ponto de ficar bobo no fim das contas.

Continua não sendo o reboot que eu gostaria de ver. Mas devo admitir que a parte técnica me faz querer ver as sequências!

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Publicado por: Diéfersom | 23/05/2014

Os 30 anos de Dragon Ball!

Algumas coisas realmente marcam nossa infância. Outras coisas não apenas marcam como fazemos questão de levar para as outras fases da vida. Pode ser alguma música que sempre desenterramos. Um filme que olhamos a cada ano. Um jogo.

Para mim é Dragon Ball.

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Não vou fazer uma retrospectiva, que pode facilmente ser encontrada em dezenas de sites e vídeos por aí.

Dragon Ball não é uma obra de arte. Ninguém vai lembrar desta obra de Toriyama pela profundidade dos seus personagens ou pela construção inovadora dos mesmos. Podem ser personagens considerados rasos ou sem um grande desenvolvimento. Goku só quer ficar mais forte e lutar com gente ainda mais forte do que ele. Kuririn só quer casar. Mestre Kame quer ver mulher, de preferência sem roupa. Gohan quer ser um cientista. Yamcha queria perder o medo de mulher e Bulma ganhar um namorado. Coisas simples. Sem traumas maiores.

Mas então porque marcou?

Por aliar luta e comédias com tom picante! Um humor diferenciado. Não é pastelão. Não é inteligente. É apenas uma mistura que cativa. Um velho safado e um garoto inocente que não conhece nada! Os extremos entre a safadeza que todos os personagens tem, inclusive quem assistia, e a descoberta que é a jornada de Goku! Ver aquela criança com rabo tentar achar uma mulher para o Mestre Kame (sempre com segundas, terceiras e quartas intenções) e trazer uma velha gorda, que afinal é uma mulher!

A simplicidade e inocência de Goku é a tônica da série.

Tem gente que acha profundidade em Dragon Ball, que escava cenas, resultados, consequências que podem ser traduzidas como sinais de profundidade da história nas entrelinhas. Não discordo, mas acredito que tentar achar sinais de profundidade e grandes desenvolvimentos de personagens nessa série é desmerecer um pouco do foco que Toriyama quis dar. Akira é tão preocupado com a comédia que mesmo nas cenas mais marcantes e nas lutas mais improváveis ele consegue achar uma brecha para a risada! Durante uma das lutas mais tensas da série o Goku, em sua forma normal, sendo massacrado pelo Freeza, acaba por dar uma mordida no rabo do Altíssimo alien! Ou quando Goku volta à forma normal enquanto tentava reunir forças do Super Saiyajin 3 para derrotar Boo e cena se resume apenas à “Ferrou! Não sei mais o que fazer agora!”

Goku cresce, forma família. A história fica mais séria na fase Cell. Mas Toriyama faz questão de resgatar o humor tradicional na fase Boo. Muita gente não gosta dessa mudança “brusca” entre Cell e Boo. Não sei dizer qual o motivo da seriedade da fase Cell, mas ao contrário do que muitos pensam a cara de Dragon Ball são mais as piadas do “Vou te comer” da saga Boo, do que o drama futurista de Trunks. Dragon Ball dá espaço para tudo isso, mas o fio condutor nunca foi a seriedade. Depois de um torneio de artes marciais interrompido pelo sequestro da energia de Gohan, aparece… uma bola rosada infantil sendo o demônio ultra poderoso!

Temos algum desenvolvimento de personagem em Vegeta e Chichi. Provavelmente em muitos outros personagens que vou esquecer me mencionar. Mas isso pouco importa. Dragon Ball (e todas as suas fases, filmes, OVA’s, especiais…) marcou e ainda me marca. Não sei explicar exatamente o motivo. Talvez por eu ter “crescido com Goku”. Quando ele apareceu pela primeira vez no SBT sendo um adolescente “anão”, lá estava eu começando a entrar na mesma fase. E quando fui voltar a poder assistí-lo na fase Band, eu também havia crescido, assim como ele e sua história.

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E para você, tem alguma daquelas séries que marcou sua infância e te traz boas lembranças até hoje?

Publicado por: Diéfersom | 23/05/2014

DC vs Marvel

De um lado a trilogia do Homem Morcego feita pelo Nolan. Do outro um universo culminando com o mega filme d’Os Vingadores.

Mas e aí, qual vence numa disputa de “quem é a melhor”?

Parando para analisar temos a DC iniciando o tortuoso caminho dos bons filmes de super-heróis com Superman de 1979 com o saudoso Chistopher Reeve. Mas infelizmente passou a se perder ali pelo Superman 3. Ok, tudo estava muito recente nesta transição para as telonas. Depois temos Batman de 1989, de Tim Burton. Que novamente começa a se perder no Batman Eternamente, novamente o terceiro da lista. Depois disso temos um hiato generoso de adaptações para as telonas.

De repetente vemos um turbilhão com Homem-Aranha, X-men e um Reebot necessário de Batman.

A DC escolheu dar total liberdade à Nolan, que fez um arco fechado de história com início, meio e fim para o Morcegão.

A Marvel investiu em franquia, querendo estender ao máximo os filmes.

Bale conseguiu uma trilogia admirada e pulou fora do barco junto com Nolan.

A Marvel manteve a façanha de estragar o terceiro filme arruinando as possibilidade de Homem Aranha e X-men. Mas se redimiu quando fez O Homem-de-Ferro partindo do pressuposto “Queremos chegar n’Os Vingadores”.

Só agora, tardiamente, a DC vem prá essa lógica de Universo e vai tentar juntar um novo Batman, Aquaman e Mulher Maravilha a um, recém saído do forno, Superman.

Então, a decisão é sua:

Se você prefere a coragem de um arco fechado à lá as Graphic Novels, a DC dá um banho.

Mas se você quer algo a lá quadrinhos mesmo, várias histórias interligadas sem que haja uma preocupação com um “final”, a Marvel tá dando show.

 

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Publicado por: Diéfersom | 29/04/2014

Star Trek – Além da Escuridão

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J.J. Abrams conseguiu recriar uma das séries mais clássicas da TV/Cinema de modo que consegue agradar a quem não era fã devoto. Isso já é um grande ponto. Nunca me interessei pela série clássica, e sinceramente nem lembro o motivo de ter ido atrás do primeiro filme, mas acabou sendo uma grande experiência.

Em “Além da Escuridão” Abrams consegue não apenas apresentar uma boa história como mantém o nível top dos personagens. Como não gostar da tripulação da Enterprise? A maioria absoluta dos tripulantes ganha algum momento de destaque que por menor que seja acaba dando aquele ar de ‘simpatia’ pelo personagem. Falar do Kirk ou do Spock é apelação.

Desde o Almirante Markus e suas motivações ao fazer pesquisas para militarizar a frota. McCoy e Uhura como coadjuvantes de brilho. Chekov e Sulu com cenas relâmpago mas que valorizam seus personagens seja com uma frase, uma atitude ou apenas um meio sorriso irônico! Óbvio que para quem é fã fervoroso de algum destes a expectativa por mais cenas pode ter estragado a experiência, porém, no todo do filme, ocorreu bem. Achei melhor, por exemplo, do que forçar uma maior aparição que acabasse sendo desnecessária.

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Já o trio de protagonistas/antagonista, com Kirk, Spock e Kahn, foi um show à parte. Interessante como cada um deles se desenvolve no decorrer do filme. São pequenas ações que mantém o personagem com suas características básicas, como a arrogância e confiança de Kirk ou a razão fria de Spock, mas que ao mesmo tempo faz com que eles tenham que sofrer um embate com eu extremo contraposto e, também, que tenha seu estilo valorizado e se tornando essencial em algum momento.

Tanto para quem preza uma boa história, quanto aqueles que preferem bons personagens, Star Trek é ultra recomendado. Não é um filme perfeito, obviamente, e possui alguns furos que, diga-se de passagem, são praticamente obrigatórios em filmes de fantasia/ficção. Nada que estrague o resultado final, ou que nos faça perder a vontade de ver a sequência desta franquia que só tema  crescer!

 

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