Publicado por: Diéfersom | 02/03/2009

Hokuto no Ken – 50 primeiros episódios

Kenshiro

Kenshiro

Fonte da Imagem:

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Reconheço que até pouco tempo atrás nunca tinha ouvido falar de Hokuto no Ken. Porém logo nos primeiros contatos com os comentários sobre a série fiquei curioso em ver um dos clássicos do estilo “Shounen porradeiro”. Alguns chamam Hokuto de pai dos animes como Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e etc, ainda não pesquisei à fundo para ver esses pontos. O que sei é que essa série é antiga e começei a vê-la por pura curiosidade já que apenas possuía as referências de se tratar de um clássico e tudo mais.

A moral desse post é tentar colocar as minhas impressões sobre os primeiros 50 episódios, como diz o título, já que se trata basicamente de um grande arco de história com outros menores dentro de si. As partes do texto com a cor azul são as impressões de cada ‘arco’ de história. As partes em preto são pequenos resumos necessários para a compreensão da história.

Para começar a abertura desse anime é viciante! “Ai Wo Torimodose” (algo como devolva o nosso amor), também conhecida como “You Wa Shock!” Demais!

O anime começa expondo, de cara, as motivações do personagem principal, Kenshiro, que consiste em resgatar Yuria, sua noiva, das mãos de Shin, um de seus ‘parceiros’ de treinamento. Tudo “bem” se não fosse o caso que ambos são mestres das duas artes mais fodônicas que há neste mundo: Hokuto Shinken, uma técnica que manipula os vários pontos de ‘força’ existentes no corpo fazendo-os explodir, literalmente; Nato Seiken, que consiste em utilizar os punhos como verdadeiras ‘facas’ cortando e perfurando o mesmo como se fosse um pudim.

O anime começa com Shin enviando muitos, muitos mesmo, capangas para matar Kenshiro. Essa ‘parte’ do anime é um pouco extensa já que os combates não representam desafio real ao foderoso ‘Ken’, mas Shin não cansa de ‘brincar’ e a cada episódio envia mais e mais tropas de seu vasto exército pessoal.

*Aqui, na verdade, a grande sacada do anime é mostrar o mundo e como o mesmo se encontra: detonado depois de uma guerra, com poucas vilas, pouca água, e por consequência pouca comida. Outro ponto interessante é ver as diferentes técnicas mostradas. É fácil se enganar achando que as técnicas mostradas no anime são fracas… mas nem, é o kenshiro que é forte mesmo, e a quatidade de técnicas mostradas são impressionantes. Desde ilusões, ataques com garras, espadas e vários outros. Esta etapa pode se tornar um pouco monótona mas logo ganha fôlego novo com o embate entre as duas artes marciais mais poderosas. Os focos na personalidade, motivações, passado e sentimentos de Kenshiro ajudam muito à criar uma empatia com o ‘herói cara-fechada’.

O próximo arco apresenta Jagi e Rei. Esse pequeno arco se liga diretamente à outros dois Toku e Ken-Oh onde o objetivo passa a ter ligação direta com a tradição do Hokuto Shinken. Essa arte permite apenas um sucessor legítimo levando os demais praticantes à invalidez ou perca da memória quando o herdeiro do Hokuto é escolhido. Porém, os demais alunos e irmãos de Kenshiro conseguiram de um modo, ou de outro sobreviver e manter os ensinamentos do Hokuto. Em um momento chave desse arco da sucessão é que chegamos ao episódio 49.

*É uma etapa muito interessante do anime dividindo um pouco o foco para o Rei e sua história também. Não que o foco em Kenshiro seja ruim, pelo contrário! Porém, devo admitir que não estou acostumado com apenas um personagem principal.

Impressões ‘finais’ da primeira metade da série:

Ótimo anime! Boa história, boas ligações e uma coerência das atitudes dos personagens com o mundo em que vivem. Kenshiro é bondoso, tem um perfil calmo e tudo mais, mas se é preciso, e muitos vezes é necessário, ele mata.  Se falou uma vez e o ‘carinha’ não desistiu de brigar Kenshiro não perdoa. O arco da sucessão do Hokuto apresenta bons personagens de suporte que, mesmo sendo secundários, possuem motivações e personalidades muito interessantes. Shin, Jagi e Ken-Oh podem dar nos nervos em algun momentos, mas isso não acontece porque os personagens são ‘toscos’ ou superficiais e sim porque você realmente se indentifica contráriamente à eles, o que também significa que o personagem é bem feito.

Por se tratar de um “clássico dos clássicos” não tem muito como falar de ‘clichês’ tanto em termos de personalidades e nem de acontecimentos já que, provavelmente, quando Hokuto no Ken foi criado tais personagens e acontecimentos nem devia ser tão “básicos” e “óbvios” assim, e, mesmo que fossem, Hokuto usa os acontecimentos de forma inteligente à ponto de não se sobrepor à proposta original de cada cena.

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Responses

  1. […] já adiantei no outro post sobre os 50 primeiros episódios, o anime se difere, logo de cara, na seriedade da trama. Estamos falando em início da década de […]


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