Publicado por: Diéfersom | 13/04/2009

Ring Ni Kakero 1

 

Takane Ryuuji e seu ataque Boomerang Hook!

Takane Ryuuji e seu ataque Boomerang Hook!

Pois é galera, depois de muito ouvir falar da obra Ring Ni Kakero (RNK) de Masami Kurumada, conhecido aqui no Brasil quase que exclusivamente pelos Cavaleiros do Zodíaco, resolvi tomar vergonha na cara assisti-lo.

Pouco antes dos primeiros episódios fiquei sabendo que esta seria a história em que Kurumada mais se basearia para fazer Cavaleiros. Então, mesmo sendo animado anos depois de Saint Seiya, Ring ni Kakero deveria ser encarado como algo anterior à Cavs…  um tipo de pai do mesmo.

Depois dessa valiosa informação assisti aos 12 episódios da ‘primeira fase’ de RNK1. Nunca havia olhado outra série de ‘esporte’, então não tenho muito por onde me pautar para comparar, porém, resolvi fazer a análise baseado no que conheço do mestre Kurumada.

Em todas as obras do pai de ‘Saint Seiya’ vemos “limitações” no estilo de desenho, que Kurumada auto-intitula “estilo próprio”. Porém é impossível ao ler duas obras deste autor, sejam quais forem, sem notar que os personagens possuem características físicas MUITO semelhantes. Tranquilo. Isso não é um ponto negativo em si, a final você nunca vai passar o anime inteiro pensando: “Nossa esse cara parece o Seiya!” . Porém, além da semelhança física Kurumada também traz as mesmas personalidades com variações tão sutis que mal chegam a distinguir personagens de obras diferentes. Então, se você já leu/assistiu BT’X, Fuuma no Kojirou ou qualquer outra obra vai reconhecer semelhanças nos personagens de Takane Ryuuji, Kenzaki Jun, e etc. Além do desenho e personalidade algo recorrente em cada luta é o espírito de luta, vontade e etc.

Deixando de lado esse ‘estilo Kurumada’ de desenhar, traçar personalidades e de mostrar amizade e determinação temos algumas surpresas positivas. Ryuuji, o personagem principal, realmente gosta de lutar. Então, é interessante ver o personagem se esforçando para treinar, ganhar novos ataque e dominar novas caracteristicas ao invés de apenas adquirí-las por “osmose” ou o famoso ‘fator milagre’. Shinatora Kazuki é um dos pontos mais altos nessa primeira fase. Um personagem com história, mesmo tendo uma personalidade padrão, acaba por chamar a atenção. Pode não ficar dentro dos seus favoritos, mas duvido qu alguém diga que o personagem não é convincente. No meu caso, personagens com história e motivações bem explicadas sempre salvam as histórias, e nesse caso temos um bom exemplo disso.

Sobre a sequência de episódios temos uma ‘introdução’ das verdadeiras batalhas que estão por vir. Ring Ni Kakero 1 serve mais como um prelúdio ao que poderá vir do que uma história completa em si. Ou seja, não espere uma conclusão nestes 12 episódios. O que temos é apenas o início da jornadas de 5 boxeadores japoneses numa trilha para enfretar boas batalhas em busca do campeonato mundial.

Para quem não consegue se desligar da influência de Cavaleiros do Zodíaco nem adianta tentar assistir RNK1. Se você não gosta do ‘fator milagre’ também esqueça este anime. Fora estes pontos que podem desagradar a muitos fãs de animação japonesa o anime vale o ‘ingresso’ sim, especialmente se você consegue pensar que esta é uma série baseada num mangá feito na década de 80.

 

Fonte da imagem: 

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