Publicado por: Diéfersom | 26/11/2009

[Review] Clamp

“Todo” brasileiro que nasceu na década de 80, passou algumas horas na frente da Tv na década de 90, e comprou algumas daquelas ‘revistinhas’ com informações sobre anime sabe do que se trata. CLAMP. Simplesmente um dos mais bem sucedidos grupos de produção de mangá.

Eu, criança na década de 90, sentado no chão da sala na frente da Tv. Sábado. SBT.

No programa Sábado Animado, nós pobres brasileirinhos que nem sonhávamos com internet, fomos apresentados às Guerreiras Mágicas de Rayearth (GMR) Reiarte para os mais ‘íntimos. As garotas ainda eram objetos decorativos nos desenhos que passavam na Tv, exceto pela Sheera claro. Mas nesse anime vemos garotas lutando. Um anime mais sutil que os demais. Com momentos mais leves, mais descontraídos. Ao mesmo assim de uma profundidade psicológica, paradoxos e dúvidas concretas. Incrível.

Garotas, romance, drama, batalhas, magia, sentimentos, coração.

A partir deste dia a Clamp chegou prá ficar na minha vida.

Depois, numa época em que as coisas estavam ficando mais fáceis. A Internet começava a ser usada pelos vizinhos mais abastados. vemos outro anime chegar na parada: Sakura Card Captors (SCC).

Aparentemente mais infantil e inocente que Rayearth. Quem lia aqueles ‘revistinhas’ de informação já sabia que era uma série ‘irmã’ de Guerreiras Mágicas. Quem não se deixou levar pura e simplesmente pelos vestidos, amores platônicos e pelas cenas do colégio conheceu outro grande anime. Dramas trabalhados de uma forma diferente, mas não inferiores, que as de Marine e suas amigas. Crescimento dos personagens. Segredos. Ação inteligente sem ser apelativa. Bons personagens. E, numa das primeiras vezes que me lembro, personagens principais com sutilezas homo.

Não sei se mais algum anime da CLAMP passou na tv à cabo. Não tive acesso. Mas nem precisei. Depois de SCC a internet discadinha já era realidade.

Com a entrada de mangás tivemos acesso às já conhecidas GMR e SCC. Além de Chobits, X 1999, Tokyo Babylon e Angelic Layer.

Quem tinha internet e gastou algum tempo conseguiu dar uma conferida em Clover e RG Veda.

Quem buscou um pouco mais e possuía uma conexão melhor conseguiu assistir X TV e Chobits.

Pois é. A cada nova obra, ou obra clássica descoberta um mundo de possibilidades, variedades e sentimentos foram abertos. X 1999 e seu discurso único sobre o futuro da humanidade e do planeta Terra. Chobits e a antiga, e intrigante, questão da relação andróide/robô e humanos. Tokyo Babylon com um drama profundo. Angelic Layer e suas lições de vida sob uma casca infantil.

Ler ou assistir uma obra da CLAMP, para mim, é ter certeza de uma experiência única e marcante. Falo de ‘boca cheia’ depois da experiência com Tsubasa Chronicles e XXX Holic, as obras, até então, mais recentes do grupo. A perspectiva na qual o grupo se coloca é estonteante. Mesmo mantendo um padrão desde GMR, o grupo consegue se manter inovador, atual, apimentado de uma maneira que poucos grupos/estúdios/desenhistas conseguem.

Concluo com algumas imagens só prá dar água na boca:

*Clique na imagem para ver ela em um tamanho maior*

 

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