Publicado por: Diéfersom | 22/02/2010

Chrono Trigger

Como já postei, tive acesso tardio ao meu próprio SNES, apenas nos anos 2000. E, como seus jogadores já estavam escasseando continuei não tendo acesso, financeiro ou por empréstimo, de grandes clássicos. Porém, a geração PC/Emulador me proporcionou esse jogos clássicos, e é o que venho comentar.

Fora Pokemon (sim joguei muito Pokemon prá portátil) não havia jogado, e muito menos, me interessado por RPG’s de console. Achava os ditos cujos muito longos, com muitas batalhas ‘desnecessárias’ e com muitos lugares para ir… Não figuravam entre os meus desejos de jogador. Mas, um amigo acabou jogando Chrono Trigger e fazendo aquele merchan gratuito para o game. Não fui atrás logo de cara, mas acabei tomando contato anos mais tarde através de emuladores e pc.

Na primeira vez que joguei, ali por voltas de 2006, cheguei até o Giga Gaia. Mesmo com o gosto pelo game cheguei nesse chefe sem fazer muito ‘treinamento especial’ prá subir de level. Consegui me virar apenas com as batalhas ‘obrigatórias’ que apareciam no caminho. Mas contra esse monstro roxo e orelhudo, apelão prá caramba diga-se de passagem, meu level 25 não foi o suficiente. Devo ter ficado uns 3 dias tentando derrotar o roxão. Com isso dei uma pausa ‘estratégica’ no game. Nesse meio tempo por atualizações no pc e etc. acabei perdendo as saves. Resultado: deixei Chrono prá lá. Prá quem já torcia o nariz prá RPG’s foi o suficiente para a desistência.

Mas eis que nesses últimos meses um espírito de gamer renasce e volto a jogar do início Chrono Trigger. Tipo uma última chance.

Cheguei ao Giga Gaia, meu pesadelo, novamente lá pelo level ‘vinte e tantos’, apanhei novamente. Mas, desta vez dei o braço à torcer e fui treinar. Voltei para lá perto do level quarenta e com alguns truques novos na manga e mato o bicho com uma boa sobra de life! Isso marcou minha experiência com o game. Incrivelmente a partir desse a ponto a história, que já era ótima, ganhou contornos épicos.

A história, os personagens, o roteiro, o tratamento para com a particularidade dos personagens faz com que Chrono Trigger seja praticamente uma experiência com anime ou filme. A história valoriza os momentos de jogo, tornam-no mais pessoal. Impossível não criar uma empatia com alguns dos personagens e tentar mantê-los no grupo mesmo que eles não sejam os melhores chars daquele momento.

Chrono, Lucca, Marle, Sapo, Robô, Ayla e Magus fazem parte de um game que é considerado como um dos melhores RPG’s já criados. Não sei se é o melhor, até porque minha experiência com o gênero não é farta. Mas posso dizer que é um dos games mais cativantes que tive acesso. Não é apenas querer matar o bendito ‘chefão’ ou chegar ao level 99 com todos os chars, é mais uma questão de realmente saber que fim vai ter essa ótima história, que não é nem um pouco previsível.

Mesmo que a premissa básica do game seja ‘salvar o dia’ acontece tanta coisa diferente que essa história ‘comum’ se torna algo muito interessante e cativante. A maneira como as viagens no tempo são postas no ‘roteiro’, a conquista de novos parceiros e as descobertas do que está gerando os problemas nas diferentes eras é algo tão atraente e fluido que Chrono Trigger possui várias histórias diferentes.

De um ‘simples’ resgate da Marle no passado, passando por conspirações feitas por monstros, o conhecimento de um futuro desolado. As idas e vindas no tempo não ocorrem de forma linear e não são definitivas. Mesmo que você consiga resolver um dos problemas daquela era não significa que não terá mais nada para se fazer ali.

Outra sacada interessante é que o mapa de Chrono Trigger é o mesmo. Você troca de ano, passando de um passado longínquo até o futuro devastado mas sempre num mesmo espaço. A boa sacada é ver as alterações nesse mapa, pequenas às vezes, mas que condizem de forma legal com as mudanças que a própria geografia sofre.

A parte visual do game é muito bonita. Gosto daquele conceito de ‘games que envelhecem bem’, e Chrono é umd esses. Justamente porque não consigo imaginar um remake desse game que precise trazer alguma mudança significativa. Óvbio que uma nova versão traria melhorias óbvias devido ao espaço que se teria disponível, mas o design do próprio mapa, dos personagens mesmo, a trilha sonora, os lugares… Chrono envelheceu bem mostrando que o cuidado com a sua produção foi acertada. Aliás, a mão do mestre Akira Toriyama pode ser vista em vários detalhes. Ou eu estou muito enganado ou muitos dos vilões tem a cara própria do mestre tornando as coisas mais… familiares, se assim posso dizer.

Um ponto positivo para eu que não sou o grande fã de RPG’s é o tamanho do mundo. Mesmo que você não saiba exatamente o que fazer, se souber a ‘época’ em que deve estar a ‘coisa rola’. Nas vezes em que fiquei vagando pelo mapa sem saber o que fazer foi culpa da minha falta de atenção ou de me enganar com os nomes. Ou seja, a graça do jogo não está em ficar vagando por uma hora no jogo até descobrir por um milagre o que fazer, a distração do game se dá com a história e roteiro. Mesmo tendo muitas batalhas com criaturas fraca o sistema de batalhar apenas dentro das localidades e não no ‘mapa maior’ torna o jogo mais atraente. Não é preciso batalhando você está tentando chegar naquela floresta citada anteriormente pelo rei, você terá os confrontos com os oponentes apenas na dita floresta.

A história do Robô, Sapo e até de Magus são um show à parte. Dificilmente o jogador não vai ficar vidrado nesses momentos.

Aliás, pelo que acabei de ler fiz um dos finais normais entre dois possíveis. E também dei uma olhada na vitória de Lavos. Não sei se vou tentar terminar o jogo mais vezes a fim de ver os outros finais possíveis, mas já posso dizer que é um dos poucos games que me deixaram uma pulga atrás da orelha prá jogar novamente.

Aliás, essa foi outra sacada de gênio: uma dezena de finais. Não vo os outros, mas mesmo que seja um pouco diferente do final normal, apenas por ser diferente, já causa aquela atração no gamer.

Outra coisa que descobri apenas depois de jogar são os modos de batalha. Descobri que peguei o modo que o inimigo não espera escolher os ataques, outra bola dentro. Nesse modo quanto mais você conhece teu personagem e teus itens, maior é a possibilidade de você acabar com a batalha levando menos dano. Nesse modo ‘corrido’ se você ficar lendo as descrições e tentando pensar numa tática na hora da luta teu HP vai se despedindo. Torna as coisas mais difíceis, mas com certeza torna o game mais dinâmico para quem odeia ficar ‘congelado’ esperando o outro fazer suas ações.

É isso, Chrono Trigger merece ser jogado mesmo por quem não gosta de RPG.

p.s. [prá quem já jogou] – Achei a parte final do jogo, Black Omen, um tanto quanto fácil. As batalhas contra a rainha por algum motivo são muito fáceis. Achei que os dez modos de batalha de Lavos daria mais trabalho também. A forma final do monstrengo se derrota muito mais com paciência, ao contrário de Magus que também havia o fator sorte quando aos ataques poderosos dele. Cheguei no chefe lá pelo level 48.

[depois coloco algumas screens do game]

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Responses

  1. vc joga e no pc se for me fala os controles dele pra pc

    • Os controles dependem do emulador que você usa.
      Além do mais, é configurável dentro do próprio emulador.

  2. como que comfigura?

  3. ótimo!!! joguei esse jogos qquando tinha uns 9 anos…agora tenho e 18 e estou zerando finalmente…vc descreveu perfeitamente oq o jogo passa…parabéns…se quiser me add thalita_meira2@hotmail.com

    • E aí Thalita, conseguiu zerar Chrono?

  4. Já jogou Chrono Cross? se não, recomendo.


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