Publicado por: Diéfersom | 03/03/2010

[Review] Kamen Rider the First e the Next

Na onda dos motoqueiros mascarados e de gastar meu tempo no Youtube assisti os dois filmes remakes dos primeiros seriados Kamen Riders. Esses filmes receberam o título de Kamen Rider the First e Kamen Rider the Next apresentando assim os três primeiros heróis a utilizarem o título.

Realmente a maré dessa nossa década é dar reboot e fazer remakes. O que me deixava curioso antes de ver esses movies era o fato dos primeiros Riders serem da década de 70. As poses, os gritos, os vilões tudo é datado então como manter fiel e ao mesmo tempo atualizado? Como manter moderno sem matar a tradição Rider?

Sem muitas delongas na apresentação: SHOCKER é um grupo secreto que usa um exército de humanos remodelados para “tentar dominar o mundo”. Nessa eles capturam Hongo, um cientista que estuda cristais de gelo a fimd e remodelá-lo para seus propósitos, mas o pesquisador consegue fugir e começa a frustrar os planos de sua antiga organização. A fim de parar Hongo, ou Hopper como é chamado, é criado um ser com poderes muito parecidos.

Pode ser idiota mas gostei da grande utilização das motos. Óbvio? Nem tanto. Em algumas séries dos Kamen Riders as motos são um elemento secundário. Ichimonji, o Rider 2 consegue chamar muito a atenção. Como Hongo é meio quieto e até apático seu rival consegue ser um ótimo contra-ponto.

O visual renovado é interessante e não possui cores muito fortes. O de Hopper é um de azul profundo, beirando o preto em, determinadas cenas. O de Ichimonji é um verde também escuro mas com o peitoral com um verde mais visível. Ficou bom o suficiente. Discreto mas sem descaracterizar.

O que a maioria dos comentários negativos apontava era a inexistência do chavão ‘Henshin’ e ‘Rider Kick’. Nos filmes fica óbvio que o golpe mortal é a “voadeira nas fuças”, mas em nenhum momento o ataque é anunciado com algum grito. A transformação é um ponto estranho no filme… Os Riders mostram o cinto e na próxima cena já estão com a roupa trocada. Sem brilho, sem grito, sem efeitos, simples assim. O capacete eles colocam depois sendo dividido em duas partes para poder abrir. Enquanto a moral do capacete ficou realista, a transformação da roupa ficou um meio termo estranho. Óbvio que isso não afeta o filme, mas é impossível não notar. Claro que essa dualidade acaba sendo uma maneira de, ao mesmo tempo, atualizar e manter referências claras à série original.

As coreografias de batalha estão interessantes e os efeitos especiais também sem ter muito mais o que comentar.

A história do Kamen Rider the First é interessante e ‘pé no chão’. Simples e envolvente, usando bem os personagens e suas vidas ‘normais’.

Já o diferencial de Kamen Rider the Next é exatamente a história que é complexa, com muito suspense, inesperados e revira-voltas. Até esse momento não sei se foi um exagero essa mudança extrema de uma história pé no chão para outra cheia de abstração.

Não falo muito mais da história, o que exemplificaria melhor, para não dar grandes spoillers.

Posso dizer que para as pessoas que não viram as séries dos primeiros Motoqueiros Mascarados deveriam ver esses remakes. O filme, mesmo cheio de referências à sua origem, funciona muito bem em si mesmo. Para quem não aprecia tokusatsu fica um pouco difícil de assitir, já que mesmo com uma proposta mais ‘realista’ ainda trata-se de um herói.

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