Publicado por: Diéfersom | 05/06/2010

Desrespeito

A falta de respeito com o consumidor ainda é algo natural no meio brasileiro. Existem sim empresas que se dedicam e oferecem um bom produto e um preço acessível. Mas existem outras que não conseguem mover um dedo para trazer um conforto a mais para os consumidores.

De que diabos estou falando? Mangás.

Se você, assim como eu, já tinha um certo carinho pela animação japonesa, lá pelo início dos anos 2000, sabe que naquele momento nos deparamos com uma grande novidade: as versões nacionais de mangás. Se antes havia apenas os mangás do não tão conhecido Ranma 1/2, agora nos deparávamos com Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball. Mais tarde chegava Yu Yu Hakusho, Samurai X, Sakura Card Captors e Guerreiras Mágicas de Rayearth.

Uma verdadeira festa que gerou um certo paradoxo para o povo “sem grana”. Animado com as novidades fui comprando os títulos que saíam, obviamente sem saber que em pouco tempo a quantidade de títulos aumentaria vertiginosamente. De repente havia tantos lançamentos que alguns tiveram que ser deixados de lado. Eu, por exemplo, consegui manter até o fim apenas Cavaleiros do Zodíaco. Dragon Ball larguei logo de cara. Sakura parei na 8. Guerreiras Mágicas na 3. Samurai X cheguei até o início da fase Shishio, mas tive que abandonar. Yu Yu Hakusho foi o primo feio, nem consegui acompanhar.

Se você, assim como eu, deixou alguma dessas séries passar em branco na época, hoje tem que conviver com a possibilidade de ter uma coleção incompleta. Sim, sabe aquela coisa de estadunidense de babar por uma edição número 1? Aqui em terras tupiniquins já podemos saber o que é. Não se acham mais as primeiras edições de Samurai X, Sakura e Yu Yu Hakusho. Ou você pode garimpar para achar um preço menos absurdo por elas, que variam entre 5 e algumas algumas dezenas de reais por um volume que originalmente custava 2,90.

O que isso tem a ver com falta de respeito? As editoras que lançaram essas edições esgotadas poderiam lançar de tempos em tempos lotes com alguns milhares de edições que estivessem esgotadas. Claro, se fazer um relançamento completo é inviável, que lancem apenas as esgotadas em lotes pequenos para ver se o pessoal compra. Algo como um teste prá ver se existe procura. Assim a empresa lucra, já que muita gente quer essas número um, e o povo fica satisfeito por não precisar pagar 30 reais por edição.

Outro ponto de discórdia é o caso pontual das edições definitivas de Dragon Ball. Tudo bem, a Conrad teve problemas financeiros e tudo mais, mas é claro que não se tentam achar maneiras de manter a publicação em dia. É preferível congelar o lançamento por alguns anos de Dragon Ball e Episódio G de Cavaleiros do que achar um ponto que seja tanto lucrativo quanto agrade ao consumidor.

Uma pena.

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