Publicado por: Diéfersom | 17/06/2010

O estilo Kurumada de ser

Todo otaku que se preze conhece Masami Kurumada, mesmo que não saiba. Afinal esse é o autor de Cavaleiros do Zodíaco. Porém, nem só de Cavaleiros e signos zodiacais viveu Kurumada.

O autor também é conhecido por Fuuma no Kojirou, Ring Ni Kakero e B’T X. Ao entrar em contato com as outras obras do mangaka é praticamente impossível não se fazer algumas perguntas. E são elas que compartilho aqui.

O desenho de Kurumada segue um estilo muito parecido em todas as suas obras. Em todas elas podemos identificar uma espécie de protagonista padrão com um rosto muito similar, e pelo menos uns cinco padrões de personagens tanto no design quanto nas personalidades que são utilizadas. A filosofia usada dentro das obras também é muito parecida. Em uma das entrevistas o próprio chama isso de estilo Kurumada. É como se ele tivesse criado uma identidade própria nesse mundo dos mangás. Isso é claro. Mas a utilização de uma grande fórmula reflete um autor sem criatividade suficiente para explorar novas possibilidades ou alguém que descobriu o seu próprio “estilo perfeito”?

Protagonistas com mais capacidades físicas do que inteligência. Amizade acima de tudo. Perseverança como peça chave e milagres, muitos milagres.

Obviamente que ele se tornou um ícone em se tratando de anime e mangá e que os elementos que ele utilizou se tornaram quase que um senso-comum no meio. Mas pegar sempre o mesmo miolo e preenchê-lo com cascas diferentes é algo que me incomodou. Podemos partir de qualquer uma das obras. B’T X é Cavaleiros do Zodíaco com robôs em formato de animais ao invés de armaduras. Cavaleiros do Zodíaco é Ring Ni Kakero adaptado ao boxe. Ou seja, o que muda é que numa temos boxeadores, na outra briga entre clãs escolares (?), em outro máquinas vivas lendárias e no outro armaduras, constelações e mitologia. As batalhas seguem um estilo de pouco contato, exceto pro Ring Ni Kakero, e de golpes especiais sempre decisivos. Mas na realidade as batalhas sempre são vencidas por um macro critério de força vontade + maior motivação. Quem tem mais força de vontade e uma motivação mais sincera vai ganhar mesmo que seja necessário um milagre. Pode parecer uma crítica, mas não é em sua totalidade.

Gosto do estilo Kurumada de fazer mangás, mas sinceramente a pergunta sobre sua verdadeira capacidade em fazer algo diferente me persegue. Aliás, ao observar o Next Dimension uma nova pergunta surge: o traço dele nunca muda?  Nunca melhora? Ele ainda consegue desenhar cabeças sem o cucuruto.

Não que seja ruim, mas se você mostrar prá alguém desavisado sobre a importância do autor provavelmente seus desenhos receberiam sérias críticas. Na verdade a ideia desse post surgiu quando eu vi os posteres de Fúria de Titãs. Senti uma vergonha alheia danada. Ótimo que tenham chamado ele. Ótima ideia de divulgar o filme no Japão através do, já tradicional, traço do mangá. Mas Kurumada conseguiu fazer o mesmo traço de sempre. Pelo menos dessa vez ele usou um estilo mais ‘Aioria’ do que ‘Seiya’.

Mas as perguntas continuam sem resposta…

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