Publicado por: Diéfersom | 07/07/2014

O que deu errado em X-men Origens Wolverine?!

O filme é estranho sim. Mas nunca entendi o completo horror que o pessoal tem com ele. Nunca vi nenhuma crítica que realmente dissesse algo diferente de “é muito personagem”. Por isso tive a coragem de revê-lo.

E não é que me deparei com algo interessante?!

Qualquer pessoa que quisesse fazer o filme da origem do Wolverine teria que ser muito “macho”! Logan é um dos personagens mais interessantes, e ao mesmo tempo, mais confuso dos quadrinhos. Garras de ossos ou nunca teve garras? Implantes de memória? Conheceu o Capitão América ou apenas esteve na mesma guerra que ele?

Pasmem, a parte boa de Origens Wolverine é que o diretor, que não faço questão de lembrar o nome, resolveu fazer um misto entre “Origins” e “Arma X”, as duas HQ’s que tratam do início da carreira do carcaju.

Arma X fala dele sendo “capturado” e sofrendo as experiências, junto com uma “lavagem cerebral” a fim de se tornar uma máquina assassina. No segundo trata de sua infância, descoberta de seus poderes e idas e vindas de “andarilho” no século XIX.

O filme tenta começar com “Origins” para sua vida infantil e terminar com o tom do experimento de “Arma X”. Porém, é quando o filme sai disso que as coisas se perdem. Até o momento da experiência o filme até que se mantém. Logan sendo focado, manipulado e observado a fim de se tornar uma cobaia para o Projeto foi uma ideia interessante. Os implantes de memória já começam a surgir com a presença  manipuladora da Raposa Prateada.

Mas, quando Logan sofre o processo em que recebe o adamantium e apenas “foge” do laboratório é que as coisas se perdem. Se Wolvie fosse mantido no laboratório e “usado” por algum tempo, sofresse algum tipo de confusão das memórias ou lavagem cerebral, faria mais sentido. Ele conseguindo algum momento de sanidade e fugindo das instalações, se tornando um fugitivo/andarilho seria muito mais útil à franquia. Sem a necessidade de estragar outros mutantes, e sem a necessidade de cenas muito fortes que elevassem a idade mínima para ver o filme.

Complicaram o simples fazendo um plano mirabolante de invasão à ilha de Stryker. É aí que a questão da memória de Logan ferra! Pois eles tem que mantê-lo consciente até o final da ‘missão’ de resgate na ilha para apenas depois inventar uma solução para seus lapsos de memória. Um tiro? A tradicional lavagem cerebral/manipulação seria bem mais simples e eficiente…

Infelizmente as cenas de luta também não são bem coreografadas, exceto aquela cena da fuga em que Wolverine enfrente o helicóptero parrudo do Agente Zero. Os efeitos especiais devem muito e ficam inferiores inclusive se comparadas ao filme dos X-men 2 e X-men 3, por incrível que pareça. O momento em que Logan dá uma conferida nas suas garras no banheiro daquele vovô que o acolhe tem efeitos piores que os do Chaves.

Infelizmente um bom início foi estragado por uma tentativa de complicar as coisas. E quando se quer inventar moda sobre uma história que já é confusa, então esquece!

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