Publicado por: Diéfersom | 04/04/2016

Demolidor – Segunda Temporada

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Impressionante. Se a primeira temporada de Demolidor já nos apresentou uma Hell’s Kitchen viva, crível e crua, a segunda temporada vem com tudo, sem medo de elevar o nível de tudo.

Desta vez temos pelo menos três arcos.

O primeiro é sobre a chegada do Justiceiro. Compreende os primeiros quatro episódios, e apesar de curta, é épica. A violência é mostrada de forma direta, porém, sem ser apelativa, indecente ou exagerada. O destaque não poderia ser outro se não o Justiceiro. O grande medo de qualquer filme ou aparição deste personagem é de que a violência sofra com o exagero, ou a falta do mesmo. O Justiceiro apresentado é violento, e como tal suas ações nos deixam boquiabertos. O embate filosófico entre Matt e Frank é o ponto alto. Jon Bernthal encarna muito bem o personagem, nos fazendo torcer por ele ao mesmo tempo em que nos questionamos – a reação perfeita.

No segundo ato temos a divisão das atenções entre a misteriosa Elektra e o julgamento de Frank Castle. O destaque novamente vai para a parte do Justiceiro. Incomoda um pouco todo o desenvolvimento da trama em torno de Elektra, porém, quando temos o panorama completo percebemos que a construção foi proposital. Elektra consegue entrar novamente na vida de Matthew e afetá-lo de um modo diferente de qualquer outro personagem da série. Esta construção é sutil, mas se você não se deixar levar pela alteração do ritmo da série se comparada ao primeiro arco, vai gostar da condução deste arco.

Junto com o julgamento de Castle, temos o crescimento de todos os personagens. Foggy tem que assumir muitas responsabilidades antes delegadas à Murdock. Ou seja, ele precisa crescer à medida que vai percebendo que não é completamente dependente de seu sócio. Karen, mesmo após o julgamento, não consegue se livrar de seu instinto dizendo que Frank não é o mostro que todos fazem questão de pintar. Nisso ela deixa de ser uma coadjuvante feminina comum para ser uma das personagens que auxilia na movimentação da história. De auxiliar de um escritório jurídico ela passa a ser jornalista. E suas inquietações encaixam muito bem nesta nova tarefa.

Já Matt neste arco tem que decidir se vai dar prioridade à sua vida como advogado à frente da Nelson & Murdock, ou se vai cair de cabeça na vida de Demolidor. Esta decisão leva à perdas em ambos os lados. Ou deixa seus amigos mais próximos na mão, podendo prejudicar o julgamento de Castle ou deixará o Tentáculo (A Mão no original) continuar com seus planos sem nenhum obstáculo.

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Ninguém sai ileso.

E, no arco final temos uma conclusão ao arco do Justiceiro, com a revelação de quem é o tal Blacksmith que vem afetando a trama desde os primeiros episódios de forma indireta. Porém, o ápice é com a guerra contra o Tentáculo e a disputa pelo Céu Negro. Neste ponto as opiniões podem divergir. Mas o que percebi é que a influência quadrinesca foi muito mais forte nesta etapa. Os dramas internos dos personagens já demonstra o quão “sem filtro” esta temporada quis ser, mas quando você vê dezenas de ninjas pulando e subindo prédios por cordas do lado de fora dos mesmos, você tende a lembrar que aquele universo está pisando bases de HQ. E, isso é ótimo. Claro, perdemos um pouco daquela sensação de realidade a medida que a série vai avançando. Mas quando nosso personagem principal é um homem cego que consegue “ver” mais do que qualquer pessoa que possua os dois olhos funcionais, aí lembramos que a nossa suspensão de descrença ainda tem muita lenha para queimar.

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