Publicado por: Diéfersom | 15/04/2014

Capitão América 2 – Soldado Invernal

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Agora dá prá sentir o movimento pós-Vingadores na Marvel! O Homem-de-Ferro 3, que dividiu opiniões, pouco acrescentou para o “Universo” fílmico da Casa das Ideias. Já Thor: Mundo Sombrio se aproveitar realmente o Elixir como uma das partes da Saga do Thanos ou a enorme deixa de Loki/Odin pode vir a ser um grande gancho. Porém, o filme 2.0 do Capitas com certeza abalou as estruturas da Marvel.

Temos uma ótima adição: O Falcão. O personagem, o ator, o espaço que ele teve, tudo colaborou com a estreia. Todos os personagens “bonzinhos” que apareceram tiveram uma participação interessante, tais como Nick Fury, Viúva Negra e Maria Hill.

Boas deixas para os vilões, tal como Ossos Cruzados, outras loucuras do Doutor Zola, ou as pesquisas em cima do cetro de Loki.

E em especial a mudança no status da SHIELD como fio-condutor das atividades de maior importância da Marvel.

Só por estes pontos já garantiriam “O Soldado Invernal” como um dos filmes mais importantes, só que a própria proposta interna dele segura as pontas!

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Temos um Steve Rogers convincente, que era algo que me incomodava desde “O primeiro vingador” e n”Os Vingadores”. Desde o primeiro filme parecia haver muito mais boa vontade no sujeito do que realmente a inspiração, liderança e convicção que deveriam ser as marcas do Capitas dos quadrinhos. Neste filme, acredito, acharam um ponto de equilíbrio entre a imagem dos quadrinhos e a dos filmes. Querendo ou não as coisas tem que ser adaptadas para a nova mídia, para um novo público, que na maioria das vezes desconhece toda a carga que o personagem possui no papel. Levando isso em conta posso dizer que agora o Capitão América finalmente me agradou!

A trama do filme fez boas ligações com a HYDRA, e praticamente todo o primeiro filme do herói, ficando coerente. D´aquele ar de “é mesmo uma sequência do que já existe”, e não apenas mais um filme desconectado. Aliás, esse tem sido o trunfo da Marvel faz tempo.

As cenas de batalha são impressionantes! Não só pela aparição de Georges St-Pierre-Batroc, mas o próprio Soldado Invernal, as cenas aéreas com o Falcão, a perseguição a Nick Fury… Não consigo citar nenhuma parte do filme que tenha deixado a peteca cair ou que tenha ficado completamente desnecessária.

Filme perfeito? Claro que não. Mas nem de perto foi aquele filme em que você sai com a impressão que “desceu quadrado”, ou que apesar de ter gostado tenha ficado alguma coisa que desagradasse (como Wolverine Imortal, que foi ótimo mas…).

Que venha Os Vingadores 2!

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Publicado por: Diéfersom | 19/09/2013

Dragon Ball Z – Battle of Gods

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Goku está de volta!

Super Saiyajin Deus? O deus da destruição nunca antes mencionado? Doze universos?

Era meio difícil não ficar cabreiro depois de ler alguns dos spoillers e dos resumos do filme. Mas, ao olhar o filme dá prá afirmar que Dragon Ball, e especialmente Goku, voltam com aquele mesmo espírito que já conhecemos muito bem!

Bills, o tal deus da destruição, carrega um ar diferente. Ele não é exatamente um vilão. Ele apenas é o cara responsável por destruir alguns mundos para gerar equilíbrio no universo. E, assim como muitos dos guerreiros Z é doido por uma boa luta contra alguém mais forte. É bom ver um vilão que não quer dominar nada.

Goku mantém a mesma característica de sempre. E ver que seu orgulho de saiyajin se mantém e que sua genialidade como lutar fica no mesmo patamar que sua simplicidade quase infantil chega a ser nostálgico.

Sobrou até um espaçinho pro Vegeta mostrar que ainda tem lenha prá queimar e que essa nova versão dele, mais terráquea, é um diferencial.

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Nem tudo são flores nesse novo filme, mas o saldo final foi um sorriso duradouro com aquele ar saudosista!

Publicado por: Diéfersom | 11/05/2011

Desmistificando o Otaku

Tem gente que não sabe. A origem desse povo que vai em evento de anime e que hoje se chama otaku é bem menos gloriosa do que a maioria gostaria. Hoje os otakus criticam a dublagem, a nacionalização das músicas de abertura e encerramento dos animes, odeiam crianças que se vestem de Naruto e conhecem apenas os animes famosos de porrada.

Tem gente que não sabe. Mas foi justamente com essa trindade do mal que o anime se popularizou no Brasil. Cavaleiros do Zodíaco, dublado, com músicas totalmente feitas no Brasil, e com crianças assistindo e brincando loucamente de cosmo, armadura e ataques aportuguesados. Pior, com crianças que nem sabiam o que significava a palavra anime, que não conheciam bulhufas sobre o Japão e que se encantavam com qualquer episódio inédito que surgisse pela frente.

Tem gente que não sabe. Mas a febre retornou em 2000 com Pokémon. Dublado, e tendo como padrão a versão americana. Só aí, e com as revistas especializadas é que se popularizaram os termos, as origens, a cultura. Só aí, e com a popularização da internet é que o negócio começou a se tornar o que é hoje.

Ou seja, aquela criança que nem sabe o que é filler, que canta a versão nacional da música de abertura e que brinca de ser o personagem foi a grande responsável por hoje existir alguém que se denomina otaku e quer ser cult. A popularização desses elementos japoneses funciona mais ou menos como a banalização do nerd. O que aconteceu? O elemento diferenciador e de difícil acesso se tornou lugar-comum. Antes a tecnologia, os games e talz era mais restrito, então o nerd era mais bem definido. Hoje todo mundo tem computador, e tem acesso ao que antes só o nerd tinha. Com o otaku é a mesma coisa. O anime virou lugar-comum, o mangá hoje é tão normal quanto as HQ’s nas bancas. Os eventos de anime se tornaram feiras. O problema são as pessoas que não entendem que a popularização é o que permite que essas coisas cheguem até nós. Óbvio que vão ter pessoas que se chamam de otakus e curtem apenas um anime. Faz diferença? Só prá quem se importa. Cada um tem o seu terreno.

Em todas as áreas é assim. Existem pessoas que entram pela moda. A coisa perde a profundidade que todos gostariam. Surgem ‘farofeiros’. Mas e daí? E daí que Naruto passou a ser senso-comum? Idiota é quem deixa de assistir/ler por causa disso. E daí que você conhecia aquela banda de j-rock bem antes dela ter a música como abertura do anime Y, e agora se tornar popular? Faz diferença? Egoísmo idiota querer limitar o acesso de uma coisa que só chegou até você por que já era popular em outro grupo…

Outra coisa, tem gente que acha que ser otaku é um estilo de vida. Convenhamos. Ser otaku é simplesmente ter influência nipônica maior em algumas áreas da vida em que normalmente as pessoas tem mais influência americana e européia. Estilo de vida? Todo mundo escuta música. A diferença é que boa parte das músicas do otaku vem do Japão (e normalmente vão se enquadrar em pop/rock/metal…). Quase todo mundo assiste alguma coisa (novela, seriado, desenho), a diferença é que a fonte do otaku é nipônica. Estilo de vida? Acredito que seja apenas uma mudança simples de influência.

Publicado por: Diéfersom | 22/04/2011

Versailles

fazia muito tempo que eu não lia uma resenha em que concordasse quase que integralmente com a crítica. O tema é o primeiro cd da banda Versailles, intitulado Noble. Realmente não tenho nada a acrescentar, mas gostaria de compartilhar com quem curte a parte instrumental da banda.

http://www.metal-archives.com/reviews/Versailles/noble/202404

Não trago mais detalhes já que sou um fã novo da banda, e toda a parte de história, motivação e etc pode ser encontrada no site versaillesbr, então, seria perda de tempo tentar falar sobre o que ainda não estou completamente familiarizado: a parte visual kei da banda.

Mas fica a dica prá quem curte realmente power/speed/symphonic metal (e variantes).

Publicado por: Diéfersom | 20/02/2011

Finalmente…

Já havia dito anteriormente que por motivo de “grana menor” não pude acompanhar nas bancas o mangá do Yu Yu Hakusho. Por isso só fui correr atrás da coleção no ano passado. Me deparei com o esgotamento das edições 1, 8 e 9 em todos os sites e lojas especializados. Frustrante.

Mas, para minha felicidade, uma loja de quadrinhos e RPG aqui da capital do estado, a Jambô, colocou a venda as edições 1 e, mais recentemente a 8, de segunda mão! E melhor: por um preço acessível.

Agora falta apenas a edição 9.

Não podia deixar de registrar o momento =P

Publicado por: Diéfersom | 07/02/2011

Super Punch Out!

Alguns dias atrás me deu aquela vontade de jogar alguns clássicos, em especial aqueles que tive pouco contato na época em que eram populares. Um deles foi Super Punch Out! A minha única lembrança era de se tratar de um jogo extremamente difícil. Claro, a primeira vez que tive contato foi lá pelos doze anos, e jogando apenas por uma tarde. Mas o que marcou foi a dificuldade.

Parando e jogando com mais calma consegui perceber que se trata de um jogo muito complexo. Eu desconhecia vários comandos, o que tornava o jogo um bicho de sete cabeças. Incrivelmente consegui pegar esses aspectos básicos que eu não sabia deixando a introdução ‘correr’ e vendo uma luta de demonstração em que os aspectos da batalha são ensinados. Idiota, eu sei, mas nunca tinha parado para ver.

Moral da história: sempre deixe a introdução do game correr ao menos uma vez.

Punch Out! necessariamente vai exigir ‘estudo’ das habilidades do oponente. Ir no feeling e tentar sair soqueando aos sete ventos funciona apenas nos primeiros oponentes. Mas lá pelo terceiro ou quarto essa “tática” já começa a demonstrar problemas. É aí que a observação se mostra importante. Alguns oponentes possuem padrões que se não forem plenamente conhecidos os tornam praticamente invencíveis. Analisar o padrão dos golpes, a velocidade e o tempo de cada ataque especial é obrigatório para zerar/virar o jogo. Das quatro ligas disponíveis a primeira delas, o Minor Circuit, dá prá vencer sem muito conhecimento. Já o Major Circuit dá prá se virar em umas duas ou três lutas, mas vencê-lo sem ‘tática’ fica sofrível. Já o World Circuit passei fiasco antes de entender totalmente como funcionam as defesas, contra ataques, descansos e tudo mais. Ainda estou tentando o Special Circuit, que vai demandar muito mais estudo.

Nunca tinha me dado conta que este era um jogo tão interessante, inteligente e tático. É desafiante o suficiente, sem cair para o lado da chatice ou da dificuldade extrema.

Se você tiver alguma paciência, e esse game ainda for um desafio para você, como foi para mim por muito tempo, vale a pena perder um tempinho tentando jogar ele mais a sério.

Publicado por: Diéfersom | 05/02/2011

Do as Infinity – EIGHT

Finalmente sai o novo álbum da banda Do As Infinity. Nada mais sugestivo que o nome Eight para o oitavo, não?

Creio ser a primeira vez que fico na expectativa por um álbum de j-music. Normalmente curto algumas músicas de cada banda, como acredito ser o comum, mas no caso de Do as Infinity foi muito interessante acompanhar o lançamento.

Vão algumas impressão de algumas faixas.

Baby! Baby! Baby! e Special as músicas que abrem o disco.

1/100, Hand in Hand e Wonderful life são as baladas. Especialmente 1/00 é uma das apostas para hit desse novo álbum, e já ganhou clipe.

Boku ga Egaiteru Boku, Jidaishin, Everything will be allright, Dear Memories deixam o cd com cara daquele Do As Infinity de sempre.

Sobre Kimi ga Inai Mirai nem precisa comentar, pois a música foi lançada há algum tempo e já possui clipe e a presença na nova fase do anime InuYasha.

Ótimo álbum com músicas com a cara da banda e duas músicas que com certeza vão figurar entre as melhores da banda desde já (1/100 e kimi ga Inai Mirai). Os elementos que fazem a diferença no DAI estão ali: os vocais únicos da Tomiko Van; e a criatividade instrumental. Para quem gosta da banda é uma ótima pedida.

Publicado por: Diéfersom | 05/02/2011

Hiroshima e Metrópolis

Existem algumas obras que são envoltas por uma grande fama. Mesmo não sabendo nada sobre elas você consegue dizer que são clássicos, ou que possuem uma crítica positiva e tudo mais. Essa semana comprei duas dessas obras. Metrólpolis, de Osamu Tezuka, e Hiroshima de Fumiyo Kouno. O primeiro é um clássico incontestável, que ganhou um movie de animação belíssimo. O segundo, uma obra mais recente que ganhou diversos prêmios importantes em 2004 e 2005.

Kouno tem um traço um tanto quanto diferente de todo o restante que eu já vi, ao menos em se tratando de obras nipônicas.  A própria ‘movimentação’ dos personagens se parece muito mais com o estilo infatil norte-americano. A forma como o roteiro é executado para e como a sequência dos quadros demonstram a história me lembram muito as histórias da Disney. Pode ser uma impressão errada, mas não podia deixar de constar. A história é muito interessante e a maneira como os personagens são tratados também. Toda essa parte psicológica de viver numa cidade que tem como pano de fundo um passado recente trágico torna a obra de uma sutileza profunda. São três histórias, sendo que todas elas interligadas e mostrando diferentes etapas e relações com a bomba atômica.  Não é a toa que se trata de uma obra premiada.  Ótima iniciativa da JBC de trazer este mangá sob o selo JBC Graphic Novel. O preço de 19,90 é compensado pelo tipo de papel, que me pareceu ser de uma boa qualidade. Altamente recomendado.

Já Metrópolis me chamou a atenção por ser a primeira obra em mangá de Tezuka que tive contato. Estava em dúvida entre A Princesa e Cavaleiro e Metrópolis na hora da compra, mas acabei escolhendo o segundo. Não sabia muita coisa sobre a obra ao comprá-la, e isso gerou algumas surpresas. A primeira foi com o próprio traço de Tezuka. A segunda com a disposição dos quadrinhos. Outra com seu tipo de humor. Uma coisa é ler sobre Osamu Tezuka. Saber que seu estilo influenciou praticamente toda a indústria moderna de anime e mangá. Que ele foi um dos pioneiros no estilo dinâmico da disposição dos quadros e de desenho. Mas, fazer este movimento ‘inverso’ tendo primeiro o contato com os ‘netos e bisnetos’ e depois lendo o próprio Tezuka é uma experiência interessantíssima. Sinceramente, e muita gente vai querer me matar por dizer isso, demorei um pouco para me acostumar com o estilo. Ainda não terminei a leitura, mas apenas agora, chegando na metade da obra, é que consigo ler mais tranquilamente. Muitas vezes algumas cenas parecem “cortadas”. Por exemplo, uma hora o policial Higeoyaji observa uma entrada estranha na parede, e no próximo quadro eles já estão dentro de uma nova sala, atingida através desta entrada e a porta já está se fechando. Na verdade consigo imaginar que esse tipo de cena que para nós é estranha e até ‘cortada’ demais, para a época já era de um estilo inovador e, provavelmente, mais dinâmico do que o resto.

Interessante ter a sensibilidade de perceber o que para nós se tornou óbvio por causa de Tezuka, ao reler sua própria obra parece algo simples. Na época era revolucionário e hoje se tornou algo comum, mesmo nas comix.

Sobre a história vou comentar com mais calma depois que terminar de ler. Apenas não podia deixar de comentar as primeiras impressões sobre a leitura do meu primeiro Tezuka! Bola dentro da editora New Pop que investiu num clássico que já deveria ter sido lançado há tempos por aqui.

Publicado por: Diéfersom | 01/02/2011

O dilema do clone

Todas as pessoas que conheço e que tiveram contato com o anime Zatch Bell o odeiam. Os adjetivos negativos são muitos. Mas eu gosto dele, sabe o motivo? É divertido.

Cópia? Sem originalidade? Clone mal feito? Pode ser tudo isso, não
tenho como discordar que este anime em específico bebe das fontes de Pokemon, Digimon e de todos os clichês nipônico-infantis (amizade, superação…).

Digimon, Monster Rancher, Medabots, Angelic Layer, Zatch Bell, até Bucky toscamente foi considerado plágio de Pokemon (fora uma dezena de animes que não conheço, não lembro ou não vi…). Mas, o que fazer com isso? Colocar todos numa vala comum e ignorar?

Hoje em dia é quase impossível criar um anime que cheire a algo novo. Na boa, nestas décadas de animação niponica e estadunidense muita coisa foi criada e utilizada. Ninjas, piratas, samurais, andróides, mechas, sensitivos, espíritos, ki, armas loucas, cartas mágicas, peões, demônios, livros de Shinigami, viagens dimensionais, viagens no tempo, guerras, armaduras, dramas mexicanos, lobos, boxe…

Como fazer uma história sem que alguém não a compare com outra já existente?

Então o que fazer com esse dado?

O que Zatch Bell me ensinou?

Que para além da originalidade existe algo que chamo de fator ‘diversão’. O anime te diverte? Se é uma série infanto-juvenil, te faz rir e passar o tempo? Os episódios conseguem cumprir ao que se propuseram inicialmente? Se sim, aí está. Zatch Bell muito provavelmente não quis ser original, e não foi. Claymore não quis fingir que era algo totalmente diferente de Berserk. Bleach e Naruto não tentaram recriar o Shounen. Cada uma dessas séries pegou uma ideia e seguiu em frente com um objetivo próprio, e acredito que seja isso que deva ser analisado.

Publicado por: Diéfersom | 01/02/2011

CLAMP e o amor platônico

Quem nunca gostou de uma outra pessoa e, independente do motivo, guardou esse sentimento para si? Um amor que existe apenas no campo das ideias, sem que se torne algo efetivo? Aquela velha história infantil de ter uma “namorada” sem que a outra pessoa sequer saiba.

O interessante é que esse tipo de amor é muito utilizada pelo grupo CLAMP. Em maior ou menor grau vemos amores platônicos dos mais variados tipos. Nas séries X 1999 e Sakura Card Captors temos um sem número de relações desse tipo.

Questão de cultura, estilo ou um ideal das garotas da CLAMP?

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